segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A verdade

Superficial seria se não reconhecesse em mim tamanha profundidade.
Calar-me pelo sempre, esconder-me da verdade que lateja.
Indiferente seria se não deixasse escapar o que habita em mim. No mais profundo. Confortável.
Agonizante estou porque não vale mais a pena ser profundo àquilo que é raso.
Adormece mais uma vez. No mais profundo. Confortável. 

sábado, 24 de agosto de 2013

Escolhas

Não me dê escolhas. Dê-me apenas razões.
Todas as vezes que você me der escolhas, eu vou optar pelo meu caminho e segui-lo. Ainda que a travessia seja desconhecida, ele é o meu caminho. E é por ele que sei me guiar.
Não é por medo ou insegurança. Nada disso. Eu só preciso apenas de razões para abandonar o meu. Ou fazer do meu o nosso.

Dê-me apenas razões e basta para estarmos juntos.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Céu azul

Eu vejo este céu azul e me lembro de você.
Sim. Eu me lembro de quando você era exatamente aquilo que sempre desejei. 
Imperfeito, estranho e sempre atrasado. Perfeito!
Perfeito para corrigir o meu eterno perfeccionismo; estranho para completar
as minhas esquisitices e atrasado para quebrar com a minha severa pontualidade.

Eu vejo este céu azul e me lembro de você.
Porque foi em um dia, sem nuvens no céu, que nossos olhos se encontraram
e só buscaram perfeições.

Os lábios se tocaram timidamente e o sorriso se fez perfeito logo em seguida.

Na triste imperfeição da despedida, o céu estava nublado. Para mim e para você.
Ainda assim, vestíamos de azul. 
Entre nós, um perfeito silêncio como a imensidão do céu.

domingo, 18 de agosto de 2013

Manu

Manu sorvia uma taça de vinho.
Falava de amores, cores, esperança.
Manu carregava um sorriso confiante. Otimismo.
Em seu olhar, mesmo que o vinho entregasse as alegrias, ela poetizava seus sentimentos.

Taça vazia. Manu adormece e sonha com sua terra santa.