quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Dentro de mim

O muito que apareço esconde quem realmente sou.
O vazio que para muitos é algo incômodo, para mim, é lugar comum.
Estranho é sentir o desejo de outrem; ser motivo de um sorriso bobo.

Calha para mim a companhia dos amigos, do vinho ou de um bom livro. Um bichano, talvez, possa ser um bom amigo.
Quando me escondo são as almofadas do tempo que me aconchegam, como um abraço desengonçado.
Eu me desmantelo.
O pouco que permaneço longe do meu templo é suficiente para dilacerar aquilo que é mais de mim.

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